"Posso não concordar com uma palavra que você disser, mas, defenderei até a morte o seu direito de dizê-las"
A cada dois anos todos os políticos brasileiros tornam-se cristãos fervorosos. Após as eleições abandonam completamente os valores que afirmavam acreditar na hora de pedir votos.
A censura está de volta. O SBT cedeu às pressões dos partidos de esquerda, e hoje saiu do ar o último programa de valor da TV aberta brasileira: a liberdade de expressão.
Nos 50 anos do golpe de 64, a esquerda usou e abusou dos espaços possíveis para exaltar a luta daqueles "democratas" que deram suas vidas contra a Ditadura. Nada mais que mentiras. Eles podem tentar esconder, mas, a máscara na cara está cada dia mais evidente. Nunca defenderam a democracia, a detestam por completo, são incapazes de conviver com ela.
No meu Post Polêmico 3 encerro o texto com uma frase que define bem o pensamento liberal de direita:
Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.
Voltaire
A verdadeira democracia é feita de controvérsias, é o único sistema político em que a censura é totalmente abolida, e o meu direito de dizer o que penso se sustenta no direito do outro de também dizer o que pensa.
O PC do B e o PSOL (alguma surpresa?) entraram com representação no Ministério Público pedindo a retirada de Rachel Sheherazade do ar com ameaças de cortes nas verbas de publicidade oficial pagas ao SBT. Talvez estes partidos entendam que as verbas públicas devem ir apenas para os canais de comunicação dedicados a dar notícias positivas do governo e da esquerda, como os "blogs sujos" que se multiplicam pela internet. Esta é a democracia que eles conhecem, o direito de se expressar só é válido quando se refere a eles, se o outro se manisfestar contrário, eles lutarão até a morte para que este seja silenciado.
Interessante é a presença mais uma vez do PSOL, este partido peculiar. Que nasceu como dissidência do PT, por estarem cansados de todas as lambanças de seu partido original. Não resistiram por muito tempo e já sujaram as suas mãos em Jandira Feghali, aquela deputada carioca que pegava o salário dos funcionários e do sindicato para fazer "política".
E não esqueçamos que o PSOL tem também as mãos sujas com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto por dois Black Blocs, este movimento político(?) bancado pelo partido, e segundo Caetano Veloso criador de uma nova estética na política, a estética da morte, supõe-se. É também o partido que se viu envolvido com Ongs de fachada, e não esqueçamos é o mesmo partido que ajudou a fazer uma vaquinha para a família de Amarildo e que ficou com a maior parte da grana para si.
O sindicato de jornalistas do Rio que primeiro manteve um constrangedor silêncio sobre a morte do cinegrafista da Band, depois soltou nota culpando o rapaz por estar no lugar errado na hora errada, deve está comemorando agora. Ele próprio, um sindicato de jornalistas se movimentou contra Rachel Sheherazade e a favor da censura contra a repórter (fim dos tempos). Em tempo, a presidente do sindicato carioca é filiada ao PSOL.
E, o Brasil ficará melhor sem as opiniões de Sheherazade? Não, o país perdeu. Ainda que não concorde com muitas de suas opiniões era alentador ver um telejornal brasileiro que não se omitia. Que não se escondia na cortina da imparcialidade, que ia além de "mostrar os fatos" e esperar que o cidadão em casa formasse a sua opinião. O Jornal do SBT se destacou exatamente porque não ficava em cima do muro, através da opinião de seus repórteres (Sheherazade não era única, e todos os demais também foram silenciados) o jornal levava o brasileiro a se questionar e a pensar.
É fácil entender porque este jornal incomodava tanto. A esquerda pseudo-democrática brasileira defende que somente eles podem deter estes três direitos: o direito de se expressar, o direito de questionar e o direito de pensar. O povo e a oposição não. Eles dizem amar o povo, mas, o amor deles se resume àquele povo que não se expressa, não questiona e não pensa. Ao povo que apenas bate palmas e lhes diz sim, o povo que vota neles e que se deixa manipular, estes eles adoram.
Esta é uma vitória dos amantes de Ditaduras. A esquerda com a máquina do governo nas mãos triunfou em dar mais um passo rumo ao Bolivarianismo. É sempre assim, quando eles vencem perde a democracia, perdem os defensores da verdadeira liberdade, perde a TV brasileira, quando eles vencem perde o Brasil.
Só se servem do pensamento para autorizar as suas injustiças e só empregam as palavras para disfarçar os pensamentos.
Expresso do Amanha é um filme que aborda um tema interessante e que apresentou diversos problemas na sua execução. De início há o problema de produção e distribuição do filme, nos Estados Unidos o filme só deve ser lançado em junho quase um ano depois de ter sido lançado na Coréia do Sul.
A direção é do coreano Jon Hoo Bong (O Hospedeiro - 2006), em seu primeiro filme em língua estrangeira. Bong também ficou responsável por adaptar o roteiro para as telas, que se baseia no romance francês Le Transperceneige. A direção de Bong é exagerada, as personagens são engessadas e um tanto estridentes. Há um festival de overacting, resultado forçado pelo próprio diretor. Contudo, ele é competente na condução das cenas. Num mundo perfeitamente equilibrado, ele constrói sequências surreais, para mostrar que no fundo nada parece ser o que é, como uma batalha frenética em câmera lenta ou a sequência de uma festa quase em absoluto silêncio.
O roteiro é talvez o grande problema do filme. Apresenta diversas lacunas no decorrer da história sem que nunca sejam respondidas, pelo contrário, novas lacunas vão sendo abertas e deixadas pelo caminho. A composição das personagens também é falha, elas são unidimensionais, sem perspectiva, e a presença e a ausência na história são totalmente irrelevantes. Talvez por isto tudo, o filme chegue a seu final sem que crie uma conexão com o espectador, que neste ponto só espera mesmo que no fim alguma coisa seja explicada, e toda a história ganhe coerência. Nem mesmo a utilização de aspectos do nosso cotidiano traz alguma verossimilhança. A cena que remete à tocha olímpica é boa, porém forçada.
O Expresso do Amanhã tem seu valor. A fotografia é o melhor deste filme. A cargo de Kyung Pyo Hong, que já atuou com o diretor Bong em Mother - A Busca pela verdade (2009). Hong faz da fotografia uma personagem que interfere diretamente na história. O cenário sombrio da cauda do trem, contrasta com a luz e a claridade da Frente. Os efeitos visuais também deixam sua marca, a visão da área externa do trem é altamente realista e dá até para sentir um frio na pele.
O Estado que tudo controla se transforma em Ditadura Totalitária, ainda que tenha boas intenções, sua manutenção tem efeitos nefastos.
Expresso do Amanhã mostra um mundo dividido por classes bem definidas. A Vereadora Mason (Tilda Swinton) deixa claro que cada indivíduo é parte de uma classe e nela deve permanecer. A vida miserável, monocromática e imunda dos habitantes da cauda do trem constrasta com área reservada para a elite: limpa, iluminada e vívida.
Aqueles que estão na cauda vivem sob o comando e orientação dos que estão na frente, recebem apenas uma ração diária de uma espécie de gelatina, e são regularmente contados para impedir uma superpopulação. Em troca, devem agradecer por estarem vivos, dado que estariam todos mortos congelados fora do trem.
Ao iniciar uma rebelião, Curtis (Chris Evans) e os que o acompanham vão descobrindo um mundo do qual já haviam esquecido, ou em outros casos, como o jovem Edgar (Jamie Bell), um mundo que nunca conheceram (Edgar nasceu na cauda do trem e vive ali desde então). Os rebeldes vão encontrando pelo caminho a luz do Sol, os alimentos frescos, escolas para as crianças, festas, salões de beleza para as mulheres, bebidas, etc.
Não tem como não comparar com os regimes comunistas e que se utilizam da luta de classes. A ideia de que os pobres necessitam de uma "máquina" que cuide de suas vidas e garantam a sua existência é bem evidente. A "máquina" que é o governo, é uma entidade necessária para manter as coisas no mais perfeito equilíbrio. Mas, de um lado está o povo a quem o sistema se propõe a proteger, vivendo uma vida de privações, do outro estão os ricos, com sua vida sofisticada separados dos demais.
Porém, enquanto no Capitalismo qualquer indivíduo pode ir ou vir, e mudar de posição na sociedade saindo da pobreza para a riqueza e vice-versa, neste mundo controlado, totalitário, em que o Estado é o censor da vida isto, é impossível. Cada um deve permanecer em sua classe. A tirania totalitária é transformada em benevolência. E, processos de extermínio são necessários de tempos em tempos para que nada saia do seu lugar. Um tirano continua regulando as máquinas, os ricos vivendo uma vida de futilidade e consumismo entorpecidos por drogas, e pobres fornecendo a mão-de-obra que mantém tudo funcionando. Tudo isto é mantido com o Terror. É melhor continuar nesta situação a escapar dela e morrer no mundo frio e perigoso lá fora.
O final do filme não deixa dúvidas. Este sistema perfeito, equilibrado, amplamente controlado é destruído por dentro, quase sempre por um dos responsáveis por cria-lo. E ao sair o que se encontra lá fora na verdade é um mundo arriscado e incerto, sim, mas, com liberdade e com vida.
Há quem diga que o filme tem uma intenção anti-Capitalista Liberal. Se verdade, o tiro saiu pela culatra. Porque o que ele mostra é que o Estado, representado pela "máquina" é uma câmara bizarra, onde as pessoas são mantidas vivas, mas, sem o direito de viver, controladas, alimentadas para permanecer no mesmo lugar, subservientes, servindo de sapatos para aqueles que são a "cabeça". Deixe seu comentário!
Dá vergonha ver o governo brasileiro apoiando as atrocidades do ditador Venezuelano Nicolás Maduro. Seguimos apoiando a liberdade a despeito do que faz a nossa presidente Dilma Roussef.