Encerrando as análises sobre a relação entre Itapetinga e Azaleia. Leia os outros posts aqui, aqui, aqui e aqui.
As análises que tenho feito focam no esgotamento do modelo de desenvolvimento de Itapetinga baseado na Azaleia. Não se trata de afirmar que a cidade não sofreria se a fábrica fosse embora. Mas, de apontar que o futuro não está mais atrelado ao futuro da empresa. O que irá ocorrer na cidade em seus próximos anos, e o que irá determinar até que ponto Itapetinga irá crescer e se desenvolver depende no momento muito mais da performance das empresas locais, do que de estímulos externos.
Afirmei em posts anteriores, que o impacto de uma melhora na situação da Azaleia, ou mesmo a atração de outras grandes fábricas, seria bastante reduzido comparado ao impacto ocorrido no passado.
Atualmente, o desempenho de Itapetinga é afetado muito mais pela perda de receitas para cidades como Vitória da Conquista e para compras na internet. Ou seja, o aumento da renda provocado pelo aumento de empregos na fábrica, tenderia a fluir com mais força para Conquista do que ser empregado em nossa cidade. Apontei algumas razões aqui.
