Últimas
Mostrando postagens com marcador crescimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crescimento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Economia dos EUA cresce 4% e supera as expectativas

Os Estados Unidos mostram que os períodos mais agudos da crise já passaram, e revertem queda do primeiro trimestre com alta de 4%:


Americanos em compras. O consumo puxou o crescimento
da economia no segundo trimestre.
Enquanto no Brasil, as previsões de crescimento são cada trimestre menores, no resto do mundo o pior da crise de 2008 parece ter ficado para trás. Os Estados Unidos apresentaram um crescimento no segundo trimestre de 4% em sua economia, muito acima das expectativas do mercado que previam alta de 2-3%. 

A alta foi puxada pelo consumo, pelas exportações, e pela reposição dos estoques nas empresas. A alta no consumo foi o destaque subindo 2,5%, o dobro do trimestre anterior que teve alta de 1,2%. Destaque principalmente para bens duráveis que apresentaram alta de 14%. A queda no consumo no começo do ano foi provocada por um dos invernos mais rigorosos que atingiu o país.

O crescimento do segundo trimestre compensou com sobras a contração no primeiro trimestre. A exportações, por exemplo, cresceram 9,5%, ante uma queda de 9,2% no início do ano. 

Efeito no Brasil


O crescimento da economia americana pode ter um efeito duplo na economia brasileira. De um lado, a economia dos EUA costumam puxar outras economias, elevando o crescimento mundial. 

De outro, no entanto, o crescimento pode acelerar o processo de reversão da expansão monetária, com a retirada de dólares do mercado que está previsto para 2015. Dependendo da força com que seja adotada esta retração monetária pode provocar a disparada do dólar no Brasil, o que deve pressionar ainda mais a inflação por aqui. 

A tendência é que em 2015 o Brasil tenha que optar ou por uma forte alta dos juros para conter a inflação, ou manter os juros no patamar atual e voltar a conviver com índices de inflação beirando a casa dos dois dígitos. Estas opções combinadas com uma economia que diminui em muito o seu ritmo de crescimento. 
Leia ...

domingo, 9 de março de 2014

Itapetinga e Azaleia: O que há no caminho das empresas.

Encerrando as análises sobre a relação entre Itapetinga e Azaleia. Leia os outros posts aqui, aqui, aqui e aqui


As análises que tenho feito focam no esgotamento do modelo de desenvolvimento de Itapetinga baseado na Azaleia. Não se trata de afirmar que a cidade não sofreria se a fábrica fosse embora. Mas, de apontar que o futuro não está mais atrelado ao futuro da empresa. O que irá ocorrer na cidade em seus próximos anos, e o que irá determinar até que ponto Itapetinga irá crescer e se desenvolver depende no momento muito mais da performance das empresas locais, do que de estímulos externos. 

Afirmei em posts anteriores, que o impacto de uma melhora na situação da Azaleia, ou mesmo a atração de outras grandes fábricas, seria bastante reduzido comparado ao impacto ocorrido no passado. 

Atualmente, o desempenho de Itapetinga é afetado muito mais pela perda de receitas para cidades como Vitória da Conquista e para compras na internet. Ou seja, o aumento da renda provocado pelo aumento de empregos na fábrica, tenderia a fluir com mais força para Conquista do que ser empregado em nossa cidade. Apontei algumas razões aqui.
Leia ...

Itapetinga e Azaleia: A fama de caro do comércio local.

O comércio de Itapetinga é careiro. Esta é a percepção que tenho recebido dos próprios moradores locais com relação aos produtos e serviços oferecidos aqui. Antes leia aqui, aqui e aqui.

Ainda não irei me aprofundar neste post nas razões para que o comércio de Itapetinga tenha adquirido esta fama de caro, mais caro, inclusive que o de Conquista, uma cidade muito maior. Ficará para uma análise seguinte, neste post abordaremos as implicações da mudança no cenário econômico da cidade, apontados na postagem anterior (aqui). 

Iniciemos com o conceito de produto caro e produto barato. Estes conceitos são relativos, variando de um indivíduo para o outro ao longo do tempo. Existem muitas variáveis envolvidas na definição de um produto como caro ou barato, mas, as três que nos interessam são as seguintes: 
Leia ...

Itapetinga e Azaleia: Uma análise do que ocorreu nos últimos anos.

Mais um post voltado para a discussão da relação entre Itapetinga e Azaleia. Neste explico o processo econômico ocorrido nos últimos anos. Leia também aqui e aqui.


A economia em qualquer lugar que ela ocorra é regida pela lei da oferta e da demanda. Esta é uma lei tão natural quanto todas as outras que regem a natureza como a lei da gravidade. Não pode ser alterada, pois, independe da vontade humana, podemos apenas nos adaptar a ela. 

A sua regra básica e elementar é quanto maior for a demanda por um produto e menor a sua oferta, maior será o valor do produto. O oposto também é válido, quanto maior a oferta de um produto com relação a sua demanda menor será o valor do produto. 

Observe que falei em valor do produto e não em preço. Uma vez que o preço pode ser regulado pelo Estado, o valor do produto não sofre da mesma regulação, sendo determinado pela lei da oferta e da demanda. Por exemplo, o preço da gasolina tem se mantido artificialmente baixo por decisão do governo, apesar, do aumento da demanda, o que tem levado a distorções no consumo do produto.

Dito isto, vamos analisar a economia de Itapetinga nos últimos anos com base na lei da oferta e da demanda.

Leia ...

Itapetinga e Azaleia: um casamento que já viveu tudo o que podia.

antes de ler este post, leia este aqui.

Continuando o post anterior. Seguimos discutindo a relação entre Itapetinga e Azaleia. Porque as coisas nunca mais serão como antes.

No post anterior iniciei esta série com o intuito de discutir o futuro de Itapetinga a partir da relação entre a cidade e a Azaleia. Irei focar no possível impacto que uma improvável volta da fábrica aos seus altos níveis de produção anteriores teriam no desenvolvimento da cidade. 

Leia ...

sábado, 8 de março de 2014

Itapetinga e Azaleia: É hora de um divórcio amigável.

Tenho vivido por dois anos em Itapetinga e a minha percepção é que a cidade precisa negociar um divórcio amigável com a sua maior empresa. 

Em 2012 tivemos no Brasil o primeiro recuo no número de divórcios desde a nova lei que facilitou o processo em 2010. Não quero defender o fim de relacionamentos, mas, no caso da relação Itapetinga x Azaleia é chegada a hora de um divórcio amigável entre as partes.

O que quero dizer com isso? Desde a minha chegada à Itapetinga tenho visto previsões sobre o futuro da cidade sempre atrelados ao futuro da Azaleia. Ouço comentários de como há alguns anos atrás Itapetinga vivia um momento muito diferente do atual, onde as coisas funcionavam, aconteciam, novas empresas eram criadas e produtos vendiam como água no deserto. 

Leia ...

quinta-feira, 6 de março de 2014

A virtude de errar.

Os povos ao redor do mundo possuem diversas diferenças culturais, que determinam quem são, como agem e como pensam. Quando analisamos as diferenças de desenvolvimento de cada civilização, muitas vezes nos descuidamos de observar estas nuances peculiares a cada povo para compreender o seu nível de desenvolvimento. No Brasil, a experiência mostra que somos severos com o erro, na busca de um perfeccionismo que é, sobretudo, uma barreira, e não o sinônimo de excelência.

A economia é feita de falhas e ineficiências. O número de oportunidades existentes em um mercado é proporcional às ineficiências ali presentes. Uma cidade em que pessoas não têm acesso à internet em casa é um ótimo lugar para construir lan houses. Onde não existe energia elétrica há uma grande oportunidade para vender velas. Ou, onde existem muitos pecadores é um ótimo lugar para uma igreja.

Os Estados Unidos são culturalmente tolerantes com os erros. O que estimula seus cidadão a correrem riscos, um grande diferencial que os coloca na vanguarda da inovação, da criação de novos produtos, serviços e negócios. 

No Brasil a mentalidade é diferente. Temos aversão ao erro. Desde a escola somos desestimulados a errar. Pelo contrário, cria-se uma atmosfera tão severa que qualquer estudante só se manisfesta nutrido do máximo de certeza. Errar no ambiente em que você está para aprender é razão para ser ridicularizado. Ao sairmos da escola continuamos esta postura. Valorizamos quando alguém é aprovado num vestibular para medicina ou direito, apesar de haverem muitos médicos e advogados por aí. Mas, desaprovamos veladamente quando a escolha é por um curso menos reconhecido, mesmo que isto represente seguir uma carreira com menor concorrência. Melhor seguir o que deu certo para os outros, a arriscar-se numa carreira incerta.

Esta atitude nacional trava o nosso desenvolvimento. Ficamos limitados aquilo que já foi provado e testado por outros, acabamos por nos tornar apenas mais um. Veja, o investimento preferido dos brasileiros: imóveis. Há tantos brasileiros dizendo que imóvel é um investimento seguro, que é a primeira coisa em que pensamos fazer quando sobra um dinheiro extra. Sobram no Brasil casas para alugar, e faltam quem more nelas. 

Uma frase atribuída a Philip Knight fundador da Nike é: "O problema com a América não é que estamos cometendo muitos erros. É que estamos cometendo poucos". 

Não pode haver vitória onde não puder haver derrota. Ao nos limitarmos àquilo que acreditamos ter certeza que dará certo, reduzimos enormemente as nossas possibilidades de crescimento. Existem coisas que somente o erro pode proporcionar: a experiência, o aprimoramento, o crescimento. Imagine que algum dia, alguém crie uma máquina à prova de falhas, e com certeza ela será a última coisa feita pelo homem. Ou que um dia você saiba todas as coisas a ponto de nunca mais cometer um erro, e provavelmente você sofrerá de um massacrante tédio.

Não pára por aí. Existem ainda mais coisas boas que somente o erro pode proporcionar. Por exemplo, quais os caminhos seguir? Qual carreira escolher? Qual a pessoa com quem viver o resto da vida? Qual o melhor investimento para seu dinheiro? São coisas que somente um erro podem confirmar. Você pode considerar que nasceu para ser um cantor de sucesso, mas, nunca poderá saber até que comece a cantar. Ou, pode viver eternamente apaixonado pela menina dos seus sonhos, e morrer sem saber se ela era a pessoa certa, até que tenha tentado conquista-la. 

A vida passa por você sem esperar. Poderá ter diante de si todas as melhores chances de uma vida, e não aproveitar nenhuma, a menos que aceite que existe o risco de errar. Pense nas excelentes ideias que você tem ou teve e que nunca implantou. Posso afirmar que todas elas fracassaram, não é verdade? É um fato, qualquer boa ideia que não seja implantada, tem 100% de chance de nunca acontecer, um fracasso anunciado. 

Por outro lado, qualquer tentativa de fazer algo acontecer faz suas chances subirem no mínimo para 1%, afinal, a menor chance de algo dar certo é começar a fazer.

Antes de criar a Ford Motor Company, Henry Ford falhou em dois outros negócios, sobre isso ele diz: "O fracasso é uma forma de começar novamente, com mais inteligência". Thomas Edison antes de inventar a lâmpada que usamos hoje, fez 10.000 tentativas que deram errado: "Eu não falhei. Eu apenas descobrir 10.000 formas que não funcionam". Colonel Sanders, tinha 66 anos quando criou uma receita de frango. Ele levou a sua ideia a quase 1.000 restaurantes, e todos rejeitaram, foi quando ele usou as rejeições para criar a sua Kentucky Fried Chicken, uma das mais famosas redes de alimentos dos EUA. 

A história de tantas pessoas de sucesso, mostram que a virtude de errar está no que nos proporciona cometer o erro e como lidamos com as suas consequências. O que nos permite é errar é fazer, é arriscar. A forma como lidamos com as consequências de um erro, são no entanto, o mais importante. As pessoas mais bem-sucedidas tiraram lições do erros cometidos, e cresceram a partir deles. Como disse Ford, os erros lhe permitiram recomeçar de forma mais inteligente. Se não errar é privilégio daqueles que não fazem nada, a atriz americana Shelley Long define bem a melhor atitude diante da dificuldades de fazer algo: "se você não desistir, não trapacear, e não correr para casa quando os problemas aparecem, você só pode ganhar". 

Leia ...
Designed By