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quarta-feira, 19 de março de 2014

Como a Administração pode desenvolver Itapetinga.

Em textos anteriores iniciei aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, discuto o histórico do desenvolvimento de Itapetinga. Entramos agora na fase de avaliar como a Administração poderá contribuir para que a cidade continue a se desenvolver no futuro.

A minha proposta de desenvolvimento para Itapetinga se baseia principalmente, num modelo de dentro para fora, baseado nas empresas locais. Nestes textos indicados acima, aponto que o primeiro passo envolve encerrar este longo casamento com a Azaleia. Não se trata de mandar a empresa embora, mas, sim, deixar de atrelar o futuro de Itapetinga ao futuro da fábrica de calçados. Adotando para a cidade um modelo que a torne independente da empresa calçadista. 
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domingo, 9 de março de 2014

Itapetinga e Azaleia: O que há no caminho das empresas.

Encerrando as análises sobre a relação entre Itapetinga e Azaleia. Leia os outros posts aqui, aqui, aqui e aqui. 


As análises que tenho feito focam no esgotamento do modelo de desenvolvimento de Itapetinga baseado na Azaleia. Não se trata de afirmar que a cidade não sofreria se a fábrica fosse embora. Mas, de apontar que o futuro não está mais atrelado ao futuro da empresa. O que irá ocorrer na cidade em seus próximos anos, e o que irá determinar até que ponto Itapetinga irá crescer e se desenvolver depende no momento muito mais da performance das empresas locais, do que de estímulos externos. 

Afirmei em posts anteriores, que o impacto de uma melhora na situação da Azaleia, ou mesmo a atração de outras grandes fábricas, seria bastante reduzido comparado ao impacto ocorrido no passado. 

Atualmente, o desempenho de Itapetinga é afetado muito mais pela perda de receitas para cidades como Vitória da Conquista e para compras na internet. Ou seja, o aumento da renda provocado pelo aumento de empregos na fábrica, tenderia a fluir com mais força para Conquista do que ser empregado em nossa cidade. Apontei algumas razões aqui.
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Itapetinga e Azaleia: A fama de caro do comércio local.

O comércio de Itapetinga é careiro. Esta é a percepção que tenho recebido dos próprios moradores locais com relação aos produtos e serviços oferecidos aqui. Antes leia aqui, aqui e aqui.

Ainda não irei me aprofundar neste post nas razões para que o comércio de Itapetinga tenha adquirido esta fama de caro, mais caro, inclusive que o de Conquista, uma cidade muito maior. Ficará para uma análise seguinte, neste post abordaremos as implicações da mudança no cenário econômico da cidade, apontados na postagem anterior (aqui). 

Iniciemos com o conceito de produto caro e produto barato. Estes conceitos são relativos, variando de um indivíduo para o outro ao longo do tempo. Existem muitas variáveis envolvidas na definição de um produto como caro ou barato, mas, as três que nos interessam são as seguintes: 
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Itapetinga e Azaleia: Uma análise do que ocorreu nos últimos anos.

Mais um post voltado para a discussão da relação entre Itapetinga e Azaleia. Neste explico o processo econômico ocorrido nos últimos anos. Leia também aqui e aqui.


A economia em qualquer lugar que ela ocorra é regida pela lei da oferta e da demanda. Esta é uma lei tão natural quanto todas as outras que regem a natureza como a lei da gravidade. Não pode ser alterada, pois, independe da vontade humana, podemos apenas nos adaptar a ela. 

A sua regra básica e elementar é quanto maior for a demanda por um produto e menor a sua oferta, maior será o valor do produto. O oposto também é válido, quanto maior a oferta de um produto com relação a sua demanda menor será o valor do produto. 

Observe que falei em valor do produto e não em preço. Uma vez que o preço pode ser regulado pelo Estado, o valor do produto não sofre da mesma regulação, sendo determinado pela lei da oferta e da demanda. Por exemplo, o preço da gasolina tem se mantido artificialmente baixo por decisão do governo, apesar, do aumento da demanda, o que tem levado a distorções no consumo do produto.

Dito isto, vamos analisar a economia de Itapetinga nos últimos anos com base na lei da oferta e da demanda.

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Itapetinga e Azaleia: um casamento que já viveu tudo o que podia.

antes de ler este post, leia este aqui.

Continuando o post anterior. Seguimos discutindo a relação entre Itapetinga e Azaleia. Porque as coisas nunca mais serão como antes.

No post anterior iniciei esta série com o intuito de discutir o futuro de Itapetinga a partir da relação entre a cidade e a Azaleia. Irei focar no possível impacto que uma improvável volta da fábrica aos seus altos níveis de produção anteriores teriam no desenvolvimento da cidade. 

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sábado, 8 de março de 2014

Itapetinga e Azaleia: É hora de um divórcio amigável.

Tenho vivido por dois anos em Itapetinga e a minha percepção é que a cidade precisa negociar um divórcio amigável com a sua maior empresa. 

Em 2012 tivemos no Brasil o primeiro recuo no número de divórcios desde a nova lei que facilitou o processo em 2010. Não quero defender o fim de relacionamentos, mas, no caso da relação Itapetinga x Azaleia é chegada a hora de um divórcio amigável entre as partes.

O que quero dizer com isso? Desde a minha chegada à Itapetinga tenho visto previsões sobre o futuro da cidade sempre atrelados ao futuro da Azaleia. Ouço comentários de como há alguns anos atrás Itapetinga vivia um momento muito diferente do atual, onde as coisas funcionavam, aconteciam, novas empresas eram criadas e produtos vendiam como água no deserto. 

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

A liberdade econômica x A liberdade política

Ainda dando sequência aos posts sobre liberdade econômica traçamos agora um paralelo entre a liberdade econômica e a liberdade política. 


A liberdade econômica e a liberdade política possuem uma relação de precedência. Mas, quem precede quem? É preciso ter liberdade econômica para haver liberdade política ou vice-versa? A questão é um pouco mais complexa. O nível de liberdade política em um país depende de uma séria de fatores e conjunturas entre os quais, o nível de liberdade econômica é sem sombra de dúvida o que tem maior peso. Mas, não podemos desconsiderar outros elementos como fatores culturais, história política, e eventualidades que possam abalar as estruturas sociais de um país. 

Os opositores da liberdade econômica afirmam que alguns dos países mais liberais do mundo atualmente são também os que oferecem menor liberdade política aos seus cidadãos. Contudo, além de se tratarem de dois casos isolados, é preciso deixar claro uma coisa: não existe relação quantitativa direta entre as duas liberdades. Ou seja, um pais que seja 100% livre economicamente não será obrigatoriamente 100% livre politicamente, exatamente em função dos fatores acima citados. 

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Ainda sobre a relação entre liberdade econômica e desenvolvimento

Demonstrações gráficas que reforçam os fatos. A liberdade econômica está ligada ao desenvolvimento. 




(Clique nas imagens para ampliar)

Relação entre ïndice de liberdade x pib per capita x IDH


PPC países livres / demais grupos


liberdade econômica x corrupção x PPC


Leia mais em:

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A relação entre liberdade econômica e desenvolvimento.

Pode parecer uma fórmula simplista, mas, é totalmente verdadeira. Ou: o Estado mais atrapalha do que ajuda. E ajuda quando não atrapalha.



Apresentamos uma tabela comparativa de países relacionando alguns indicadores de desenvolvimento com o nível de liberdade econômica. O Brasil aparece apenas na 114º posição fazendo parte do grupo de países com menor liberdade. 

A seleção dos países foi feita com base na divisão feita pela Heritage Foundation, os países estão classificados em: livres, muito livres, moderadamente livres, menos livres e repressivos. Selecionamos os seis primeiros colocados em cada grupo, exceção ao grupo menos livres que para incluir o Brasil na lista precisamos fechar com 7 países. 

A correlação é direta. Os países com mais liberdade apresentaram as maiores rendas per capita e os maiores índices de desenvolvimento humano, além de menor percepção de corrupção. No extremo oposto, o grupo de países repressivos apresenta as menores rendas per capita, os mais baixos índices de desenvolvimento humano e estão entre os países mais corruptos do mundo.

Esta tabela contribui para derrubar os argumentos de grupos políticos que defendem a maior presença do estado na economia como fator crucial para o desenvolvimento de um país. A verdade é diametralmente oposta, quanto mais o Estado intervém na economia menor é o seu desenvolvimento. Observem a tabela e tirem suas próprias conclusões: (clique na imagem para ampliar)

Relação entre liberdade, IDH e Corrupção

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A linha tênue do estado empresário.

Temos falado da intervenção do estado na economia. O tema divide opiniões, com argumentos válidos a favor e contra. A linha que assumimos é que a participação no estado na economia é muitas vezes necessárias, mas, existe uma linha muito tênue que separa a participação benéfica da participação prejudicial. No Brasil, infelizmente o estado ultrapassou esta linha há muito tempo e todos os sinais atuais são que assim continuará por um bom tempo.

A participação benéfica do estado na economia funciona como indutora de desenvolvimento, ao prover condições equânimes de ingresso e competição para que a iniciativa privada possa atuar, prevalecendo as mais competitivas e bem administradas. A intervenção estatal torna-se prejudicial, no instante que sua presença distorce tais condições, criando um ambiente econômico artificial, em que o sucesso de uma empresa não mais depende de sua excelência e superioridade sobre as demais concorrentes, mas, de interesses de governo questionáveis. 

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Estado na Economia: Um entrave ao desenvolvimento

A crise econômica de 2008 recobrou o fôlego da intervenção estatal na economia. A livre iniciativa, o estado mínimo, começavam a apresentar resultados positivos significativos em várias partes do mundo, especialmente entre as nações emergentes. Na América Latina, Brasil, Chile, Peru, Colômbia, para citar alguns, viram suas economias crescerem aceleradamente, ao mesmo tempo em que novas e poderosas empresas surgiam da noite para o dia. A quebra do Lehman Brothers e o pânico generalizado que provocou ao redor do mundo, deram munição para que governos defensores da intervenção do Estado na economia obtivessem apoio para suas teses. A intervenção do governo Obama em empresas privadas nos EUA foi o golpe final no livre mercado. Se o país mais liberal do mundo estava intervindo na economia, todos podiam e deviam fazer o mesmo. Esta é uma discussão ideológica que vem de longe, e longe ainda irá.

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Evidência da necessidade de administradores para o desenvolvimento do Brasil


No post anterior, apontei as áreas de conhecimento que exercem maior influência na proposição e na condução do desenvolvimento brasileiro. Ficou claro, que os administradores ocupam ainda uma posição de pouca relevância. Comprovemos então a importância que Administradores podem assumir para o desenvolvimento do Brasil.

A ciência da administração é por natureza uma ciência diretiva, criada para organizar as demais ciências no intuito de alcançar um determinado objetivo. A formação do administrador é holística, interdisciplinar, que se utiliza de métodos e conhecimentos de diversas ciências como Contabilidade, Direito, Economia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, e muitas outras. O seu papel é de coordenação e diferencia-se das ciências chamadas puras por ter um caráter essencialmente prático.

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A presença do administrador na construção do desenvolvimento brasileiro


Uma nação para alcançar o status de desenvolvida precisa percorrer um longo percurso, mas, o que define uma nação desenvolvida é sua capacidade de criar riqueza suficiente para prover seus cidadãos de qualidade de vida. O Brasil se encontra entre os países não desenvolvidos, grupo formado por nações emergentes ou subdesenvolvidas. A Ciência da Administração, a sua presença ou a falta dela, podem explicar porque alguns países se desenvolvem e outros ficam apenas pelo caminho.

Os administradores no Brasil sabem que a sua participação no processo de elaboração de explicações e métodos para o desenvolvimento do país são ignoradas. Apesar, de termos ultrapassado o curso de Direito e sermos atualmente o curso superior com o maior número de alunos matriculados e o que mais forma, ainda continuamos numa posição irrelevante em termos de influência nos rumos do país. A nossa voz é ofuscada quase sempre por nossos colegas economistas, sociólogos, cientistas políticos, educadores, médicos e advogados, categorias profissionais que não têm entre seus objetivos a criação de riqueza e o desenvolvimento de nações.

Para tornar mais clara a situação, vejamos os gráficos a seguir: (clique nas imagens para ampliar) 


A formação dos presidentes brasileiros.

Até o ano de 1956, quando o médico mineiro Juscelino Kubitschek foi eleito, a presidência do Brasil era revezada entre militares e advogados. Após Juscelino, advogados e militares voltaram a se revezar no comando do país até a eleição do jornalista Fernando Collor de Mello, seguiu-se então um engenheiro, um sociólogo, um metalúrgico e nossa atual presidente uma economista.

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