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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A linha tênue do estado empresário.

Temos falado da intervenção do estado na economia. O tema divide opiniões, com argumentos válidos a favor e contra. A linha que assumimos é que a participação no estado na economia é muitas vezes necessárias, mas, existe uma linha muito tênue que separa a participação benéfica da participação prejudicial. No Brasil, infelizmente o estado ultrapassou esta linha há muito tempo e todos os sinais atuais são que assim continuará por um bom tempo.

A participação benéfica do estado na economia funciona como indutora de desenvolvimento, ao prover condições equânimes de ingresso e competição para que a iniciativa privada possa atuar, prevalecendo as mais competitivas e bem administradas. A intervenção estatal torna-se prejudicial, no instante que sua presença distorce tais condições, criando um ambiente econômico artificial, em que o sucesso de uma empresa não mais depende de sua excelência e superioridade sobre as demais concorrentes, mas, de interesses de governo questionáveis. 

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As privatizações segundo a Administração

No post anterior demonstramos que a intervenção do Estado na economia além de criara distorções no mercado resulta em atraso do desenvolvimento do país, ao criar uma iniciativa privada sem iniciativa, dependente do Estado, ineficiente e pouco inovadora. Abordemos agora como a intervenção econômica do governo resultou num Estado gigantesco que tira competitividade do país e se configura em verdadeiro entrave para o desenvolvimento nacional. 

Retomemos a situação da participação do Estado na criação do capitalismo brasileiro. Como falamos, no início do século passado o Brasil não possui uma formação social capaz de por si criar as condições e os meios para o desenvolvimento do capitalismo nacional. A ausência de uma poupança privada, condicionou a necessidade da intervenção estatal. O Estado era o único capaz de através da poupança pública acumular o capital para realizar os investimentos necessários. Para tanto, o governo poderia recorrer a dois expedientes: cobrar impostos da população e contrair dívida para financiar empresas e obras de infraestrutura.

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Evidência da necessidade de administradores para o desenvolvimento do Brasil


No post anterior, apontei as áreas de conhecimento que exercem maior influência na proposição e na condução do desenvolvimento brasileiro. Ficou claro, que os administradores ocupam ainda uma posição de pouca relevância. Comprovemos então a importância que Administradores podem assumir para o desenvolvimento do Brasil.

A ciência da administração é por natureza uma ciência diretiva, criada para organizar as demais ciências no intuito de alcançar um determinado objetivo. A formação do administrador é holística, interdisciplinar, que se utiliza de métodos e conhecimentos de diversas ciências como Contabilidade, Direito, Economia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, e muitas outras. O seu papel é de coordenação e diferencia-se das ciências chamadas puras por ter um caráter essencialmente prático.

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A presença do administrador na construção do desenvolvimento brasileiro


Uma nação para alcançar o status de desenvolvida precisa percorrer um longo percurso, mas, o que define uma nação desenvolvida é sua capacidade de criar riqueza suficiente para prover seus cidadãos de qualidade de vida. O Brasil se encontra entre os países não desenvolvidos, grupo formado por nações emergentes ou subdesenvolvidas. A Ciência da Administração, a sua presença ou a falta dela, podem explicar porque alguns países se desenvolvem e outros ficam apenas pelo caminho.

Os administradores no Brasil sabem que a sua participação no processo de elaboração de explicações e métodos para o desenvolvimento do país são ignoradas. Apesar, de termos ultrapassado o curso de Direito e sermos atualmente o curso superior com o maior número de alunos matriculados e o que mais forma, ainda continuamos numa posição irrelevante em termos de influência nos rumos do país. A nossa voz é ofuscada quase sempre por nossos colegas economistas, sociólogos, cientistas políticos, educadores, médicos e advogados, categorias profissionais que não têm entre seus objetivos a criação de riqueza e o desenvolvimento de nações.

Para tornar mais clara a situação, vejamos os gráficos a seguir: (clique nas imagens para ampliar) 


A formação dos presidentes brasileiros.

Até o ano de 1956, quando o médico mineiro Juscelino Kubitschek foi eleito, a presidência do Brasil era revezada entre militares e advogados. Após Juscelino, advogados e militares voltaram a se revezar no comando do país até a eleição do jornalista Fernando Collor de Mello, seguiu-se então um engenheiro, um sociólogo, um metalúrgico e nossa atual presidente uma economista.

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