No post anterior demonstramos que a intervenção do Estado na economia além de criara distorções no mercado resulta em atraso do desenvolvimento do país, ao criar uma iniciativa privada sem iniciativa, dependente do Estado, ineficiente e pouco inovadora. Abordemos agora como a intervenção econômica do governo resultou num Estado gigantesco que tira competitividade do país e se configura em verdadeiro entrave para o desenvolvimento nacional.
Retomemos a situação da participação do Estado na criação do capitalismo brasileiro. Como falamos, no início do século passado o Brasil não possui uma formação social capaz de por si criar as condições e os meios para o desenvolvimento do capitalismo nacional. A ausência de uma poupança privada, condicionou a necessidade da intervenção estatal. O Estado era o único capaz de através da poupança pública acumular o capital para realizar os investimentos necessários. Para tanto, o governo poderia recorrer a dois expedientes: cobrar impostos da população e contrair dívida para financiar empresas e obras de infraestrutura.
