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terça-feira, 15 de julho de 2014

Redistribuição de Renda e Bolsa-Família: Por que questionar o programa? - Parte II

Dando sequência à primeira postagem sobre as razões de reavaliarmos o Bolsa-Família como principal instrumento de combate à pobreza no país. 


Corrupção


Em Guajará, no interior de Rondônia, 30 servidores foram presos por fraudar o Bolsa-Família. Eles teriam alterado os cadastros do sistema para se incluir como beneficiários e receber valor entre R$77 e R$154. 

Não é o primeiro caso, num programa que já teve até gatos como beneficiários, afinal, gato também é gente, não? 

Ainda assim, penso que a maioria das pessoas consideram que o custo-benefício do programa supera estas fraudes, o que é verdade. Estes casos de corrupção causam indignação, mas, não é das coisas do governo a que mais nos indigna.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Redistribuição de Renda e Bolsa-Família: Por que questionar o programa? - Parte I

O Bolsa-Família tornou-se na panaceia do combate a pobreza no Brasil. Todos os candidatos do governo ou oposição anunciam que irão manter e ampliar o programa. Mas, será que o Bolsa-Família é a melhor solução para distribuir renda e reduzir as desigualdades no Brasil? 


logo bolsa família
Falar em Bolsa-Família é mais uma daquelas questões delicadas que existem no Brasil, em que você não pode se opor sem parecer um insensível, elitista que não liga para os mais necessitados. O simples ato de admitir que se opõe ao programa te torna um pária que impede você de expor suas razões e até apresentar outras propostas para o mesmo problema. 

As questões são as seguintes: o Bolsa-Família, de fato, representa a melhor solução para reduzir a pobreza e permitir a seus beneficiários melhorarem de vida no longo prazo? Quais os efeitos negativos que o programa provoca no restante da economia? Há meios de se obter resultados melhores e mais efetivos? 

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sábado, 12 de julho de 2014

A irracionalidade humana e o Livre-Mercado

Como meus amigos conhecem a defesa que faço do livre-mercado acabo recebendo mais indicações de leituras que apontam para a irracionalidade do livre-mercado que para suas virtudes. Recentemente, fui apresentado ao escritor americano Peter A. Ubel, que mistura psicologia com economia para defender a intervenção do governo em nossas vidas. 








 Loucura do Livre-Mercado
A Loucura do Livre-Mercado
Mais um ataque pró-Governo e contra a Liberdade
O médico e cientista behaviorista (saiba aqui) Peter A. Ubel é autor do livro Free Market Madness (A loucura do Livre-Mercado), um livro que trata da irracionalidade de um mercado livre de regulações do governo. É ruim comentar sobre um livro que não se leu, mas, em certos casos isto não impede de discutir as ideias nele contida. Ubel, mantem um blog (http://www.peterubel.com/) em que escreve diversos antigos interessantes que misturam a ciência comportamental, economia, política e biologia. 

Apesar de merecer atenção por trazer informações sobre a biologia humana e nossa psicologia no que interfere em nossas decisões políticas e econômicas, Ubel, traz aquela visão de que o governo é sempre o mais indicado por resolver os problemas da nossa vida. 

É exatamente disto que trata o seu livro, e boa parte de suas ideias publicadas no blog. Os seres humanos são irracionais, portanto, o governo deve intervir com regulações que nos impeçam de agir livremente, o que impediram que tomássemos decisões irracionais, causas das muitas crises econômicas que o mundo atravessa. Especialmente, a de 2008 - uma explicação mais fundamentada sobre a crise de 2008 você encontra neste artigo (clique aqui) -. 

Ubel, atribui à insensatez inerente aos seres humanos, a atitude de milhões de pessoas que fizeram empréstimos aos bancos que não poderiam pagar. Segundo, o pesquisador, não devemos esquecer que a parte racional de nosso cérebro está assentado sobre uma estrutura primitiva semelhante a de répteis e chimpanzés. Apesar, de não ter conhecimento que répteis ou chimpanzés tomem decisões estúpidas com maior frequência que seres humanos, a comparação ainda assim parece válida. 

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Contradição interna do socialismo: O amor fraternal sem Deus.

O socialismo tem falhado sistematicamente na construção de uma sociedade fraternal, exatamente, porque nunca se opôs ao bem-estar material capitalista. É, sobretudo, apenas um meio diferente de se alcançar o mesmo objetivo de produzir e consumir mais, sem, ter abandonado a motriz do interesse pessoal, dos desejos carnais e da ganância.


A grande meta do socialismo é acabar com os antagonismos sociais, responsáveis por gerar tantos atritos e perversidade entre os homens. Para os socialistas, não houvessem tais antagonismos, teríamos uma sociedade fraterna em que os homens ajudariam uns aos outros, seríamos uma única grande família de irmãos. 

Os socialistas acreditam que o caminho para se alcançar esta sociedade seria acabar com a causa das desigualdades entre pessoas, a qual atribuem à propriedade privada. Uma vez que alguns possuem propriedades e outros não, e mesmos entre os que possuem alguma propriedade, há aqueles que possuem mais do que outros. Somente, uma comunidade igualitária seria capaz de eliminar os antagonismos, uma vez que todos homens fossem iguais na produção e no consumo de bens e serviços, poderíamos viver harmoniosamente, sem hierarquias, sem cidadãos superiores e inferiores. 

A ideia socialista não é original. Comunidades igualitárias já existem há muitos séculos vivendo em monastérios. Os monges vivem fraternalmente em uma vida devotada ao amor a Deus. Nestas comunidades todos os bens materiais são igualmente divididos entre os pares, bem como alimentos e vestimentas. O sucesso da vida monástica, contudo, reside na devoção completa a Deus, o que os leva a desprezar os bens materiais. É este desprezo pelas coisas mundanas que garante o sucesso da vida igualitária entre os monges. 

O socialismo não substituiu a devoção aos bens materiais inerente ao capitalismo por nada, tendo tão somente, substituído os meios para alcançar a satisfação material. No capitalismo a produção individual de bens e serviços para serem trocados livremente no mercado, no socialismo, a produção coletiva de bens e serviços para serem distribuídos igualmente entre os cidadãos. Desta forma, a sociedade deve permanecer dedicada à produção e consumo de bens e serviços, sendo, a produção e consumo cada vez maior um objetivo a ser alcançado. Em seu livro A Ética da Redistribuição, Bertrand de Jouvenel, questiona: 

Bertran de Jouvenel
Se “mais bens” são a meta à qual os esforços da sociedade devem visar, por que então “mais bens” deveria ser um objetivo vergonhoso para o indivíduo?

 A diferença da irmandade monástica, para aquela proposta pelo socialismo, é que nesta última não há o mesmo desapego pelas coisas materiais que há na primeira, e isto, faz toda a diferença. Os monges não apenas não estão dispostos a aumentar o seu bem-estar individual às custas dos outros indivíduos, eles simplesmente, não tem qualquer ambição de aumentar seu bem-estar individual. Sua vida é toda voltada para Deus. 

O socialismo não foi capaz de chegar sequer próximo de construir uma sociedade semelhante. Se a sociedade continua almejando uma maior produção de riqueza e um maior bem-estar material para seus indivíduos, então, o socialismo não desfez o motriz do interesse pessoal, dos apetites carnais e da ganância que são característicos de sociedades econômicas. 

Jouvenel afirma ainda que o objetivo ético do socialismo de criar uma sociedade livre dos antagonismos capitalistas entrou em declínio. As medidas para alcançar aquela sociedade igualitária revelaram-se falhas. Atualmente, o socialismo é apenas um sistema desintegrador, uma vez que seus componentes antes unidos na crença do ideal socialista original, agora parecem estar atuando autonomamente em busca de diversas outras "sociedades boas" (ambientalistas, sociais-democratas, centristas, distributivistas, reformadores do capitalismo, primitivistas, multiculturalistas, neomarxistas, etc.). São filhotes do socialismo, que conservam o mesmo defeito original: o apego ao bem-estar materialista (com maior ou menor consumo de recursos) oferecido pelo capitalismo ao qual afirmam se opor.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Livro: A revolta de Atlas - Ayn Rand

Ayn Rand é uma escritora, filosofa, dramaturga e roteirista americana, de origem russa. Nascida em 2 de fevereiro de 1905, em São Petersburgo e emigrou para os Estados Unidos em 1926. Publicou no ano de 1943 The Fountainhead ("A nascente", no Brasil) e em 1957 foi lançado aquele livro que é considerado sua melhor obra Atlas Shrugged ("A revolta de Atlas", no Brasil). Livro que indico a leitura.

Clique na imagem para ler o Volume I

Atlas, é na mitologia grega um dos titãs, seres gigantes, violentos e monstruosos que encarnavam as forças selvagens da natureza, forças do caos e da desordem, escravos da matéria e do sentimento que preparariam o mundo para receber uma forma de vida mais elevada e consciente: os seres humanos. Em união com outros titãs, Atlas iniciou uma revolta para conquistar o Olimpo e exercer o poder supremo. Foram, contudo, derrotados por Zeus e seus aliados. Como forma de punição, Zeus, condenou Atlas a suportar eternamente o peso dos céus sobre os ombros. 

O livro a Revolta de Atlas fala de como as ideias coletivistas, a busca pelo bem-estar comum está destruindo o ambiente propício para que os empreendedores e homens criativos possam desempenhar o seu trabalho. Num Estado Unidos sob um regime totalitário de governo que pretende controlar todas as dimensões da vida, os homens criativos encontram-se desmerecidos, taxados, discriminados. Tal qual o Atlas da mitologia, os empreendedores parecem condenados a sustentar toda a sociedade em seus ombros, até que por não mais suportarem a opressão vão desaparecendo um a um. 

O universo em que se passa a Revolta de Atlas é decadente, dominado por homens incompetentes e invejosos dedicados a sugar dos indivíduos tudo quanto for possível em nome do coletivo. Vive-se então num ambiente de corrupção, de relações obscuras entre governo e empresários amigos. O livre mercado é atacado, inovadores desestimulados e empresários oprimidos, trazem como consequência um mundo em que sem estes criadores a economia retrocede. 

Não podia falar deste livro, sem falar num questionamento que abre e encerra a obra: Quem é John Galt? A princípio provavelmente você terá a mesma atitude das personagens diante desta pergunta, que surge sempre que parece faltar a resposta para uma situação. 

A revolta de Atlas é um livro que nos leva a pensar num mundo em que a criatividade, a iniciativa, o individualismo, o capitalismo, o livre mercado são suprimidos, para impor em substituição um mundo igualitário, centralizado, coletivista, que põe o bem-estar coletivo acima do individual. Este é o segundo livro mais vendido dos Estados Unidos, atrás apenas da Bíblia. 

O vídeo a seguir venceu o concurso "Lições da Revolta de Atlas", e sem dúvida te fará começar a leitura deste livro: 

Link Original do vídeo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=xKbMsVLF5w4


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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Posts Polêmicos 3: O indivíduo que pensa em seu bem-estar pessoal é mais altruísta.

Revertendo toda a lógica dominante. Agir para satisfazer os próprios interesses torna as pessoas mais altruístas.


Nos aproximamos do fim desta primeira série de posts polêmicos com este terceiro post que vem desfazer o mito de que indivíduos que trabalham em busca do auto-respeito, da auto-suficiência e da auto-perpetuação são egoístas. Uma mentira que tem sido usada pelos coletivistas para disseminar suas ideias. 

Os coletivistas afirmam que vivemos numa sociedade egoísta, em que as pessoas se preocupam apenas com os seus próprios interesses, independente do mal que causem a outras pessoas. Quando pesquisei por "individualismo" no google imagens para o primeiro post polêmico (o indivíduo massacrado), me chamou atenção que quase todas remetiam a atitude egoístas, de desprezo pelo próximo e pelo bem comum. 

Esta é uma visão deturpada da realidade. O indivíduo quando assume a sua auto-afirmação perante a coletividade, torna-se responsável pelos seu próprio destino. Isto significa que ele assume que o grande responsável pelo seu sucesso ou fracasso é ele próprio. É preciso uma fé em si mesmo tamanha para assumir tal responsabilidade. 

Por outro lado, os coletivistas desenvolveram uma forma de pensar oposta. O indivíduo quando fracassa não é pelos seus próprios erros, mas, por não ter recebido condições e oportunidades da sociedade. Da mesma forma, o sucesso individual entre coletivistas é motivo de vergonha. Para estes não existem perdedores. Mesmo numa disputa em que um vence e outro perde, o vencedor deve comemorar com a humildade de reconhecer que o seu oponente era tão bom quanto ele e que também merecia a vitória. Já notaram como são os discursos dos atletas hoje em dia? Exaltando mais o seu oponente derrotado que a própria conquista? Apesar do discurso forçado, no entanto, o que perde, continua perdedor.

O que o coletivismo tem conseguido criar é uma sociedade culpada. Que se envergonha do sucesso e passa a viver de aparências. Afinal, ninguém é capaz de se colocar em segundo plano o tempo todo para satisfazer aos outros. É cada vez maior um sentimento de desgosto e desprezo pelo restante da sociedade. As pessoas não conseguem compreender como existem tantas pessoas egoístas e insensíveis no mundo, não entendem porque doam tanto de si e não recebem o mesmo em troca. É grande o número de pessoas que se anulam para atender às necessidades dos outros, aceitam coisas que não gostariam para não magoar o sentimento alheio.

Este conflito entre fazer o bem para o próximo e sentir-se mal consigo mesmo foi criado pelo pensamento coletivista, e sua imposição moral de que nossas ambições individuais são reprováveis e somente o pensar no próximo é positivo e desejável. 

Os individualistas por sua vez, colocam o seu bem-estar em primeiro lugar, somente quando têm as suas necessidades satisfeitas é que se permitem pensar nos interesses dos outros. Num primeiro olhar podemos concluir que individualistas são egoístas. Na prática, porém, se observa que estas pessoas são as mais altruístas e aquelas que mais contribuem para o bem-estar coletivo. Não é difícil entender o porque. 

As pessoas que estão satisfeitas em suas necessidades são mais propensas a ajudar ao próximo. Uma vez que conseguiram atingir seus objetivos na vida, as pessoas podem dedicar-se a auxiliar outras pessoas a também alcançar seus objetivos. Basta observar como é comum que indivíduos de sucesso costumam fornecer ensinamentos e a transmitir a sua experiência. Seja dando aulas em universidades, ministrando palestras, escrevendo livros, etc. 

As contribuições de um indivíduo que dedicou sua vida a alcançar seus objetivos e obteve sucesso são mais valiosas do que a de alguém que não teve a mesma sorte. Bill Gates tem mais a nos ensinar sobre como ter sucesso na vida, do que aquele militante de esquerda que vive a reclamar dos problemas do capitalismo. 

O individualista desenvolve um senso de responsabilidade. Por saber que o seu sucesso ou o seu fracasso depende apenas de si, o individualista não pode se dar ao luxo de depender da benevolência dos outros. Por isto, precisam ser totalmente responsáveis por desenvolver as habilidades e adquirir os conhecimentos necessários para alcançar o seu sucesso. Enquanto os coletivistas reclamam da falta de oportunidades, o individualista fará a sua própria sorte. Perderá noites em estudo para frequentar as melhores universidades, trabalhará aos fins de semana para que sua empresa prospere. Ouvirá muitos "não", mas, permanecerá insistindo, até ouvir um "sim". 

E, por fim, o individualista e o altruísmo. O indivíduo movido pelos desejos de auto-respeito, auto-suficiência e auto-perpetuação, descobre que a verdadeira força motriz de uma sociedade são as pessoas que a compõem. Percebe, que não adianta ele ter sucesso no meio de fracassados. O indivíduo tem muito claro, que o seu empreendimento somente estará seguro, se todos os outros indivíduos tiverem a mesma segurança. Percebe que ser a única pessoa rica rodeada de pessoas pobres, ser o único que tem o que comer no meio de famintos ou se apenas ele dispõe de abrigo em meio a desabrigados o torna vulnerável.

O individualista entende que a única forma de garantir o gozo do seu sucesso é garantir que o outro também tenha garantido este direito. A única forma de garantir que não será violado física ou moralmente é respeitar o próximo nas mesmas condições em que precisa ser respeitado. O pensamento liberal clássico que é fundamentado na defesa do indivíduo contra o poder massacrante da coletividade traz inúmeras ideias neste sentido. Alguns exemplos: 



O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos.
Raymond Aron

 "Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta, é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade." 
Adam Smith

"O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir." 
Adam Smith

A fraternidade forçada destrói a liberdade.” 
Frederic Bastiat

“E o que são nossas faculdades senão um prolongamento de nossa individualidade? E o que é a propriedade senão uma extensão de nossas faculdades?.” 
Frederic Bastiat

“Ora, sendo o trabalho em si mesmo um sacrifício, e sendo o homem naturalmente levado a evitar os sacrifícios, segue-se daí que - e a história bem o prova - sempre que a espoliação se apresentar como mais fácil que o trabalho, ela prevalece.”
Frederic Bastiat


“A geração de hoje cresceu num mundo em que, na escola e na imprensa, o espírito da livre iniciativa é apresentado omo indigno e o lucro como imoral, onde se considera uma exploração dar emprego a cem pessoas, ao passo que chefiar o mesmo número de funcionários públicos é uma ocupação honrosa.” 
Frederic Hayek

“No meu dicionário, 'socialista' é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros...” 
Roberto Campos

“Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do Estado.”
Roberto Campos

 E por fim a frase que melhor define o pensamento liberal e o seu altruísmo fundamentado no respeito ao próximo como a si próprio: 

Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.
Voltaire



 O individualista é altruísta por necessidade. Uma motivação mais genuína e sólida, baseada em exigir e oferecer ao próximo o mesmo que exige e oferece a si mesmo. Como ficou explícito na frase de Voltaire, individualistas compreendem que seu direito de auto-respeito, auto-suficiência e auto-perpetuação somente pode ser garantido, se o de todos os outros também forem. 

Leia também: 

Posts Polêmicos 1: O indivíduo Massacrado
Posts Polêmicos 2: Como me tornei responsável pela pobreza alheia

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domingo, 13 de abril de 2014

Posts Polêmicos 2: Como me tornei Responsável pela Pobreza alheia.



A culpabilização do indivíduo é a maneira que os coletivistas utilizam para constranger as pessoas.


Enquanto um vive de pedir de quem tem.
O outro trabalha para ter e poder doar ao que não tem.
O indivíduo é culpado por todas as mazelas da sociedade. É o egoísmo que se manifesta na busca pelo auto-respeito, a auto-suficiência e a auto-perpetuação que provoca a miséria alheia. 

Os coletivistas se valem do constrangimento para impor suas vontades. O método mais comum é o uso da culpa. Uma vez que não são capazes de tomar o que o outro tem na marra, optam por utilizar uma forma mais sutil para fazê-lo. Ao culpar os ricos pela pobreza dos pobres, os coletivistas conseguem arrancar verdadeiras fortunas (na forma de impostos ou doação filantrópica).

O indivíduo então é levado a crer que o seu sucesso traz danos para a sociedade, os quais é sua obrigação amenizar. É óbvio, que isto contradiz a verdade e a lógica. O fato de alguém tornar-se rico não torna o outro imediatamente um pobre. A realidade é exatamente oposta: cada novo rico tira várias pessoas da pobreza junto consigo. 

O efeito da ação dos coletivistas é tirar do indivíduo a responsabilidade pelos seus atos. A sociedade é a responsável por tudo, logo, ninguém é mais responsável por nada. Os problemas passam a ser atribuídos a outrem. A pobreza não é culpa do pobre, é do rico com sua ganância e cobiça. A violência não é mais culpa do bandido que a pratica, é da vítima que desfila com produtos de marca num país onde tantos passam fome. E, assim, a sociedade que os coletivistas criam é baseada na vitimização de um e na culpa do outro.

As sociedades coletivistas acabam por empobrecer. Pois, os incentivos para o enriquecimento são retirados dos dois lados: de quem não tem e de quem já tem. Como a riqueza torna-se algo negativo, cria-se na sociedade uma espetaculização da pobreza. Os pobres que vivem em comunidades, onde todos supostamente ajudam a todos, tornam-se o estilo desejado de vida. As favelas ou comunidades tornam-se o lugar mais feliz do mundo e a felicidade parece ter escolhido ali para viver. Por outro lado, os ricos são solitários, tristes, isolados do resto do mundo por muros, carros blindados, encastelados em condomínios fechados. 

Apesar do empobrecimento óbvio de sociedades coletivistas é muito difícil escapar desta armadilha. O coletivismo se retroalimenta dos problemas que ele próprio cria. A falta de responsabilização do indivíduo, sempre vítima da sociedade, estimula, entre outras coisas a violência. E quanto mais violência há nas ruas, mais culpa é atribuída aos ricos, por ostentarem a sua riqueza. A pobreza de uma forma geral recebe o mesmo tratamento. Quanto mais pobre a sociedade vai ficando, mais os coletivistas afirmam que a culpa é dos que tem e que eles deviam doar mais e mais para quem não tem. Num ciclo sem fim em que todos perdem.


As sociedades mais individualistas são também as mais ricas e mais prósperas. Não é difícil entender o porque. Quanto mais pessoas buscam a riqueza, mais rica será esta sociedade. O indivíduo que assume a responsabilidade por sua própria vida, sem culpar seus fracassos aos outros, sabe que somente o seu próprio trabalho pode lhe proporcionar o sucesso que almeja. A riqueza e a pobreza em sociedades individualistas não são sentenças para a vida, mas, condições de momento, totalmente reversíveis. 


O coletivismo, este sim é excludente. Ao dividir a sociedade entre vítimas e culpados, os coletivistas colocam as "vítimas" numa posição de impotência, em que os problemas da sua vida somente poderiam ser resolvidos se os "culpados" não tivessem o que tem. Criam-se assim uma legião de vítimas, condenadas a permanecerem na pobreza, pois, foram moralmente desestimuladas a buscar a riqueza por meios próprios, obrigadas a aguardar a providência divina, a ação do governo, ou a benevolência dos ricos. Por outro lado, os "culpados" são movidos, ainda que com culpa, pela necessidade de auto-satisfação e continuam a buscar riqueza. Aumentando a distância entre uns e outros. 



Os coletivistas tem nesta sociedade a sua situação ideal. Pois, fortalecidos pela massa de "excluídos" que eles próprios criam, podem de um lado manipular esta massa, e do outro, utilizar sua força coletiva para cobrar dos "incluídos". 



É dever dos indivíduos, imbuídos de auto-realização não se deixar dobrar pela ação nefasta destes coletivistas. Não se permitirem sentir-se culpados pelo seu sucesso, e reconhecerem que a sua busca por riqueza, é responsável por tornar todo o conjunto da sociedade também mais rico. A pobreza tanto quanto a riqueza são responsabilidade de cada indivíduo. Ainda que nem todos que almejem a riqueza poderão alcança-la em sua plenitude, ainda assim, o resultado desta busca será já uma contribuição.


Uma sociedade forte é feita de indivíduos fortes, capazes de determinar os seus próprios caminhos e destino, responsáveis pelos seus atos e que utilizem as suas capacidades não para tirar riqueza de quem a possui, mas, para criar a sua própria. Os coletivistas insistirão na culpa, mas, o que esperar daqueles que passam toda uma vida movidos por um sentimento de inveja, em usufruir das coisas de quem tem, sem esforço para obtê-lo?

Leia também:
Posts Polêmicos 1: O indivíduo Massacrado
Posts Polêmicos 3: O indivíduo que pensa em seu bem-estar pessoal é mais altruísta

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sábado, 12 de abril de 2014

Posts Polêmicos 1: O Indivíduo Massacrado.

O indivíduo nunca esteve tão massacrado no Ocidente como está agora. Pensar em si é motivo de culpa e vergonha. 




O indivíduo nunca esteve tão massacrado no Ocidente quanto ele está agora. Se você se põe em primeiro lugar você é um monstro egoísta que deve ser execrado. O sucesso não te pertence e você tão pouco é merecedor dele. Por isto, a menos que tenha a humildade(?) de atribuir tudo o que tem aos outros, você não presta. 
O indivíduo massacrado.

Sei que esta introdução não foi das mais agradáveis. Foi até bastante ameaçadora. Infelizmente, é a realidade dos nossos tempos. Vivemos numa época em que a única qualidade aceitável para um indivíduo é a humildade (na verdade subserviência). Andar na rua de cabeça erguida demonstrando orgulho? Jamais. É preciso caminhar entre a multidão de cabeça baixa, nunca comemorar o seu sucesso, principalmente próximo de pessoas que fracassaram. 

É a busca da sociedade igualitária. Mas, uma sociedade igualitária não é uma sociedade em que todos são iguais. É uma sociedade em que o menos capaz se apropria das conquistas do mais capaz. Este igualitarismo, é sempre o grito do mais fracos que por serem maioria, usa de sua força coletiva para tirar proveito daquele indivíduo que se destacou. Os defensores deste tipo de sociedade nunca propõem acrescentar eles algo ao bolo, a sua luta é para que aquele que se destaca "doe" um pedaço do que conquistou.

Estamos criando uma sociedade em que a inveja vira virtude. Os invejosos que vivem a exigir que se tire de quem tem, passam a ser vistos como pessoas altruístas, que pensam no bem da comunidade. Estão apenas manifestando a sua inveja, a sua indisposição para o trabalho e para enfrentar o árduo caminho do sucesso. 

O indivíduo e os seus objetivos de auto-respeito, auto-suficiência e auto-perpetuação são vistos como reprováveis. Ao tempo em que, apenas os interesses coletivos (grupo, comunidade, sociedade) são legítimos e moralmente superiores. Para tanto, deturpam a definição de capitalismo, transformado em responsável por todas as mazelas do mundo.

Acontece, que estes coletivistas não percebem que travam a própria autodestruição. Suas motivações são imediatistas, de curto prazo. Ignoram uma visão de futuro, por uma satisfação das necessidades presentes. Destroem possibilidades de ganhos maiores e mais sólidos lá na frente, para uma satisfação incompleta e paliativa no presente.

Nada mais é feito para ser duradouro, pois, tudo é feito pensando no imediato. As finanças, as políticas, a educação, as relações sociais, as relações amorosas, a arte. E, como tudo é feito para satisfazer o indivíduo médio em sua necessidade urgente, então a qualidade de todas as coisas decresce. Uma combinação ruinosa de imediatismo e mediocridade que explica a baixa qualidade das coisas no presente. O governo faz políticas pensando não nas gerações futuras, mas, para atender as necessidades mais imediatas da população, visando as eleições. As artes deixam de ser criadas para a posteridade, tornam-se descartáveis, recicláveis e esquecíveis, tudo o que possa ser consumido rapidamente pelo consumidor "padrão". 

O indivíduo massacrado, não encontra mais seu espaço na sociedade, ou adere a mediocridade da massa da população, ou é execrado. Mas, na prática, acontece que os indivíduos mais habilidosos se apoderam das massas, e em se igualando a ela, usam do seu poder individual para manipulá-la. A política passa a ser dominada por representantes que parecem ser um "de nós", do povo, mas, que uma vez no poder o usará para benefício próprio. Artistas se aproveitam para fazer fortunas, lançando no mercado obras completamente descartáveis, sob alcunha de ser "do povão", o chamado "hit do momento" ou "tá na boca do povo" - aqueles que dançam o lepo lepo, recordam que dançaram o ziriguidum ano passado, e o rebolation há poucos anos.

Enquanto este massacre do indivíduo perdurar, aqueles que acreditam estar se beneficiando do coletivismo em todas as suas formas (socialismo, comunismo, social capitalismo, etc.) serão os grandes prejudicados. Tenderão a conservar a sua posição de mediocridade pelo resto da vida, vivendo da satisfação imediata, proporcionada exatamente pelos indivíduos de destaque e se escorando na proteção da massa. Para estes tudo aquilo que o indivíduo precisa é apresentado como desprezível, ruim e desnecessário. A relembrar: a busca do auto-respeito, da auto-suficiência e da auto-perpetuação.


Leia também:
Posts Polêmicos 2: Como me tornei responsável pela pobreza alheia
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quarta-feira, 12 de março de 2014

Privatizando lucros e socializando prejuízos

Você já deve ter ouvido esta expressão no passado. Provavelmente em alguma ação do governo para socorrer bancos. Mas, não se engane isto ocorre com maior frequência do que pensa, e muitas vezes você deve ter defendido isto. 


O Capitalismo de Estado Brasileiro é pródigo em criar pacotes de estímulo à economia. Diferente da economia de qualquer outro país do mundo, a nossa parece ser mais preguiçosa e cansada, para necessitar tanta injeção de estímulos nas veias.

Sempre que o governo diz que vai estimular a economia a reportagem ganha as capas dos jornais e revistas, e destaque nos telejornais. Os empresário se preparam para dias melhores, o trabalhador voltar a acreditar que irá encontrar emprego, economista já preveem o PIB crescendo. É uma festa.

O que a maioria não sabe é que a tal festa terá poucos convidados, quase sempre os mesmos de festas passadas, a maioria da população ficará de fora, e quem pagará a conta? Você que não foi convidado. Isto mesmo. O governo dar a festa, chama os chegados para participar, eles comem, se divertem, e você que ficou de fora é quem vai pagar a conta.

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